Fala bando de desocupado! Há tempos que eu não aparecia por aqui, eu sei. O problema é que não sou como você que fica aí com esses óculos de "nerd", navegando em sites cretinos só para poder tirar um sarro das "babaquices" alheias.
Tanto tempo longe e muita história para contar! Uma delas me ocorreu na semana passada, após sair da prisão (Que fique claro que nunca juntei sabonete naquele lugar):
Sem emprego, com vontade de dar uma aliviada, eu e alguns amigos descabaçados saímos de um renomado bar de Santa Maria em direção ao "lugar onde a cerveja é mais cara".
Infelizmente, neste dia, a bateria do meu Dodge 73 não se encontrava nas melhores condições. Para sair do bar já foi um sacrifício, pois tive que contar com a ajuda do "macharedo todo" para empurrar minha "banheira".
Chegando ao lugar onde a cerveja vem com batom, logo me apaixonei por uma banguelinha corcunda (quem não conhece a história da Paraíba muda com corcunda de camelo, recomendo que
clique aqui). Foi paixão à primeira vista, até porque sou um cara muito sensível. Me apaixono muito facilmente.
Meus amigos se enrabicharam por outras piladeiras de mandioca e eu, com tanto óleo para trocar, queria mesmo era levar aquela tipa para algum outro lugar: levei-a para o carro e tentei dar a partida, mas a bateria estava mesmo querendo me deixar na mão (se é que você me entende...).
Foi então que voltei para o recinto selvagem em que me encontrava e pedi a palavra no microfone: "Alguém aí por acaso tem um cabo para fazer uma chupeta?". Pode até soar estranho em um lugar como aquele, mas, felizmente, apareceu uma puta alma disposta a me ajudar.
No estacionamento colocamos um carro ao lado do outro. O marreco pegou um cabo para fazer a tal chupeta na bateria. Que beleza! Abri o capô, ligamos os cabos e ele deu a partida na "caranga" dele. Quando eu fui tirar o cabo da bateria do meu dojão, ele saiu do carro, fechou a porta e eu, digno lord que sou, tirei o cabo do meu carro, que estava ligado no dele, ainda. Encostei os contatos e, sem querer, deu curto no veículo do rapaz.
O motor do infeliz desligou e acionou o alarme travando as portas com a chave, celular e carteira dentro. Foda-se o magrão! Saí correndo.
Como meu carro já estava ligado, chamei a tipa que estava disposta a me fornecer longas horas de "prazer de Morpheu", deixei meus amigos no "chinaredo" e me mandei para um cômodo motel.
Com medo de que o carro desligasse o motor e minha bateria não ajudasse, após eu afogar meu ganso, deixei o carro ligado na garagem do motel e a porta do quarto aberta (se você já freqüentou um lugar como este, sabe que a garagem, em geral, fica junto ao quarto). Mesmo com o cheiro de óleo queimado, deu para dar umas 3 ou 4 "botadas" na rasgadeira.
O problema maior foi quando me acordei e o sol já estava nascendo. Olhei a piladeira ao lado tossindo e eu completamente asfixiado, com o carro ligado e o quarto completamente tomado pela fumaça, sem contar o cheiro de gasolina misturado ao óleo queimado.
Gastei mais de meio tanque de gasolina só para poder trocar de óleo. De brinde, quase morri asfixiado (por ironia, óleo).
Nem na prisão minha integridade física foi tão ameaçada.