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Blog Biasoli.com
Sexta-Feira, dia 03 de Setembro de 2010    


23/10/2008
Trabalhar pra pagar consertos... Pagar impostos pra sustentar vagabundos...
23 de outubro de 2008, atualizada às 13h10

Eu e minha mulher decidimos por bem não termos mais som automotivo. Pior: vou escrever a punho uma mensagem aos bandidos, à qual deixarei à mostra sempre que estacionar o veículo: “ESTE CARRO NÃO POSSUI SOM! SE RESOLVER ABRÍ-LO PARA VERIFICAR, POR FAVOR, ESTRAGUE O MÍNIMO POSSÍVEL, POIS JÁ TIVE MUITO PREJUÍZO COM VOCÊS”. Se você vir algum carro estacionado na rua com essa mensagem, a probabilidade é muito grande de que este seja o meu. Melhor ainda: Vou piorar a vida do ladrão engraxando a porta do carro. Encostou, se fudeu! Isso serve para você, também. Está pensando o que? Que a pintura do meu carro é poltrona?

A Perda do Cabaço:

Tive um Renault Mègane vermelho, modelo 98. O deixamos estacionado em frente ao prédio onde moramos por cerca de 2 horas. Quando entramos no veículo, cadê a traseira do som? Com a merda que o ladrão fez, até o ar-condicionado parou de funcionar (1.800 de prejuízo).

Fomos até o posto da Brigada Militar de Camobi e demos parte. O brigadiano de plantão nos informou, então, que a traseira do som poderia ser adquirida em uma loja de som que, supostamente, também vende material receptado, localizada próximo ao Supermercado Dois Irmãos (pequeno), de Camobi.

Chegamos lá e “pimba”: existia uma traseira de som igual ao nosso! Impressionante! Mesmo modelo, recém lançado no mercado! O mais impressionante é a Brigada saber da existência desse tipo de lugar (sinistro, por sinal) e ninguém ir pra cadeia.

Compramos o que talvez pudesse ser a nossa traseira do som, novamente. Pouco tempo depois, vendemos o Mègane e compramos um Mile, modelo 2008.

A Segunda Vez:

Ontem à noite (22/10/2008), quando nos conduizíamos em direção ao veículo (que possui alarme e estava estacionado na garagem do prédio, que por sinal possui cerca elétrica), tivemos uma ingrata surpresa: a porta, além de aberta estava entortada e amassada.

Entrei no veículo, dei uma olhada e fora a caixa de fusíveis, que havia sido mexida, não identifiquei nenhum problema interno. Não sei se o miliante arrombou, chegou alguém e o mesmo disparou. O certo é que em tempos de crise meu prejuízo ficou em torno de 450 Reais. Nem se o (desculpem o termo) “cuzão” tivesse quebrado o vidro do carro sairia tão caro. Parte desse prejuízo se deve ao pagamento de um funcionário da FIAT para fazer a remoção da porcaria do som do automóvel. Não quero ter mais porcaria nenhuma. Melhor não ter nada. A propósito: alguém aí se interessa em comprar um som de carro? Estou vendendo essa “merda”!

Aí você me pergunta: deu parte na polícia? Eu respondo: porra nenhuma! Não perdi meu tempo dessa vez, até porque acredito que seja o mesmo bandido que me roubou em outra ocasião e, de repente, os brigadianos até saibam quem é o infeliz. Se não fizeram nada até hoje, de que adianta eu dar parte de alguma coisa? Da outra vez, praticamente, me disseram onde eu poderia comprar a minha traseira! Quem sabe agora eles não pudessem me dizer onde é que eu posso conseguir uma porta nova de Uno Mile?

Ainda mato o primeiro cara mal-encarado ou “mano de boné” que aparecer na minha frente! As pessoas me chamam de preconceituoso e se perguntam o porquê de eu ser tão rude com as pessoas que me pedem esmola na rua.

 A justificativa é muito simples: no fundo todo mundo leva em conta a boa e velha estatística. É estatística na bolsa de valores, é estatística no jogo de futebol, nas pesquisas eleitorais, mas ninguém comenta sobre as estatísticas de furtos por magrão de boné (“manos”), sujeitos mal-encarados de olhos vermelhos, consumidores de substâncias ilícitas e por aí vai (as quais eu levo em consideração).

Filho meu só vai usar boné e andar de olhinho vermelho pra cima e pra baixo se passar pelo meu cadáver.

Preconceituoso, eu? Sim, e daí? “Eu já perdi o cabaço” com esse tipo de malandro. Talvez você não seja como eu, porque ainda não sofreu no bolso!

Pra finalizar: Em camobi, próximo ao posto da Brigada Militar, tem um tal de “Tigrão”, que vem das redondezas da Cohab Fernando Ferrari e/ou do Lote Novo Horizonte para furtar veículos. Todo mundo sabe a ficha do sujeito, mas ninguém tem coragem de falar nada.

Quando é que alguém vai fazer alguma coisa em relação à esse malandro? Não esperem pela polícia!


Daniel Biasoli (daniel@biasoli.com)

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